O pecado da pós-edição

Olá amigos!
Vou tentar abordar de forma imparcial, um assunto bastante controverso entre os fotógrafos, que é a pós-edição.

Alguns fotógrafos mais puristas, pregam que o fotografia precisa sair perfeita no ato do click, não sendo necessária nenhuma outra etapa para a impressão ou publicação da mesma. Confesso que esse é meu sonho; poder sair para fotografar e depois de chegar em casa, só descarregar minha câmera, diagramar o álbum e pronto!
Já outros fotógrafos são totalmente desligados quanto essa questão, pois não se incomodam em dar um retoque aqui, uma suavizada ali, puxar a saturação um pouco, regular a densidade, etc…

Na foto abaixo, vocês podem ver a sutil diferença entre um lado da imagem tratado (inclusive com alguns efeitos de cor), e o outro original:
Acredito que o fotógrafo que vai se dar bem nessa, será aquele que tentar juntar um pouco de cada um. Isso mesmo!

Um fotógrafo que estuda a cada dia para chegar a perfeição em seus click’s, mas que ao mesmo tempo sabe que uma leve pós-edição pode fazer toda a diferença em seus trabalhos.

Resumindo, não seja nem aquele “fotógrafo de Photoshop” e nem aquele antiquado, fechado para todas as novidades. É certo que desses últimos é muito comum ouvir dizerem:
“Antigamente o cara fotografava com filme, e não tinha essas coisas de ficar editando foto…” (não com tantas facilidades e recursos que temos hoje, na era digital).
Bom, concordo com eles, mas antigamente os carros não tinham ar condicionado, e eu duvido que alguém vai deixar de usar só por causa disso!

Abraços a todos!

16 thoughts on “O pecado da pós-edição

  • Texto resumido, porém, com belas palavras. Concordo plenamente com estas colocações Daniel. Pois acredito sim que não devemos ser radicais e extremistas, pois acho que uma leve edição, ou até mesmo uma edição mais pesada faz toda a diferença, pois dependerá muito da finalidade da fotografia.

  • Concordo plenamente que deve haver um equilíbrio entre esses dois fatores. Acrescento ainda que as facilidades da edição estão incentivando cada vez mais os fotógrafos iniciantes e até mesmo experientes a pensar menos no ato do clic, porque confiam que o Lightroom ou Photoshop irão corrigir uma foto mal batida depois. Mas mesmo que a fotografia saia perfeita, bem enquadrada, com a exposição correta, considero o processo de edição necessário, pois é nele que o fotógrafo transmite a sua ideia ou o que a cena exige.
    Quero fazer uma pequena correção, se o amigo me permite: o título do post, “O pecado da pós-edição” deveria ser “O pecado da pós-PRODUÇÃO”, pois você está falando justamente do processo que vem depois de fotografar, ou seja, a edição. E outra correção: antigamente, na época dos filmes negativos, existia sim a edição das fotografias, antes e até mesmo após serem reveladas. Antes, através de processo de filtragem da luz e depois, através de pincel e tintas para realçar cores e brilhos, por exemplo. Haviam vários métodos de edição. O Photoshop e o Lightroom, na verdade, são apenas uma modernização deste processo.

    • Muito obrigado pela sua contribuição Cristiano. Confesso que não conheço os métodos de pós-edição analógicas, e o máximo em pós-edição analógica que já vi, foi a utilização de um químico diferente diferente ao apropriado para aquele determinado filme. Fico muito feliz pela forma com que enriqueceu o conteúdo desta postagem. Peço desculpa por ter sido tão genérico ao dizer que não se pode editar uma foto analógica, porém não era bem esse o ponto da questão.
      Lembre-se que o blog está a procura de colunistas, e poder contar com seu conhecimento seria de extrema importância!
      Abraços e bons click’s!

    • Só complementando um pouco.
      Essa pós-produção da época da fotografia analógica, era feito como é feito no Photoshop e Lightroom como disse o Cristiano Moraes. Indo além de realce de cor, brilho ou contraste.
      Apenas para curiosidade, foi usado por Stalin, Hitler, entre outras pessoas e inúmeras funções. Desde retirar uma pessoa em cena, quanto adicionar alguma informalção.
      Meu tcc foi feito em cima dessa evolução da pós-produção.
      Abraço a todos.

  • Correto Daniel, o lance é mesmo não ser o Fotógrafo antiquadro e fechado as novas tecnologias e nem ser o Fotógrafo que despreza todo o cuidado em fazer o bom clique confiando na pós do Photoshop ou do Lightroom. Mas Quem disse que o pessoal da era análogica , que tinha seus laboratórios para revelar seu próprio filme não faziam a revelação controlando as luzes e contrastes como fazemos hoje no lightroom de forma digital? Não é?

    • Obrigado pelo seu comentário Lucas!
      O amigo Cristiano Moraes acabou por me ensinar sobre métodos de pós-edição analógica que eu sequer conhecia (vide comentários anteriores). O mundo da fotografia é muito maior do que podemos ver…
      Dei uma olhada rápida nas sua fotos e gostei muito, parabéns pelo belo trabalho!
      Já considerou a ideia de ser um colunista aqui no blog?
      Abraços e bons click’s!

  • Realmente, meu professor de fotografia, que é fotógrafo há mais de 40 anos me disse algumas vezes sobre os processos de edição na era dos filmes. Ele disse inclusive que muitos dos ícones (aqueles desenhinhos) das ferramentas do Photoshop são inspirados nesses processos antigos, como a mãozinha, a esponja e etc! Não consigo dar mais detalhes por não conhecer tais processos, mas acho que se algum fotógrafo das antigas aparecer aqui, poderá comentar algo mais sobre isso!

    Quanto ao assunto do post, eu tenho visto um grande exagero nas pós produções da maioria dos fotógrafos que estão começando carreira agora. Eu, apesar de ter entrado pra esse mundo há apenas 1 ano, já acho isso péssimo. Só como exemplo, tenho notado um vício enorme pelo uso da tal da vinheta, que sinceramente não entendo o motivo….acho que se a intenção é dar destaque ao motivo da foto, existem outros meios mais técnicos, e não computadorizados, de fazer isso, como por exemplo a técnica de bokeh, que é relativamente fácil de se fazer no momento do click, apesar de exigir alguma habilidade na hora do foco, devido as profundidades de campo mais estreitas. Acho o efeito bem mais bonito do que aquela sombra preta ao redor do motivo.

    Acredito que o equilibrio é realmente o melhor caminho. Eu penso assim. Tento fazer a foto sair o melhor possível, mas sempre levo algo para a pós-produção, sempre tem alguma mexidinha na exposição, ou algum recorte pra melhorar a composição e por aí vai, mas nada que torne uma foto artificial.

    Desculpem o texto longo…
    Tomei a liberdade de escrever um pouco mais, apesar de ser meu primeiro post aqui…rs
    Abraços

    • Olá Renan, obrigado por sua visita!
      Isso vai acabar rendendo uma matéria aqui no blog, pois cada dia descubro mais coisas através dos comentários.
      Seu texto não foi grande não… Fique a vontade!
      Abraços e bons click’s!

  • Super concordo com o poste… Acho muito engraçado como algumas pessoas são totalmente contras edição, edição sempre foi importante na fotografia, mesmo na epoca do filme, sempre houve ajuste de brilho, contraste, recortes e até mesmo sombras e perspectiva.
    Acho ignorância esses fotógrafos “puristas” defenderem a não edição, usando esse argumento.

    Sem contar que mesmo com a técnica, o foco em total perfeição, a câmera, principalmente a digital, muda alguns elementos como cor e contraste da imagem.

    E acho super importante a edição para criar uma identidade na hora de fotografar, hoje o mercado da fotografia esta de fácil acesso…Logo tem que se ter um trabalho diferente para se destacar.
    Logico, o diferencial é feito na hora do click, cada um tem um olhar ÚNICO, porém a muitos olhares parecidos e é na hora da edição que um dos olhares vai se destacar.

    Mas sempre, no final das contas… ESTUDE tudo que puder ser estudado no tempo que for necessário e para sempre. Essa faz toda a diferença.

  • Antes de concordar com tudo o que foi dito, acredito que se o fotógrafo não souber o que sua máquina pode entregar e nem possuir um bom conhecimento, não há pós-edição que faça milagre. Tem coisas interessantes que podem ser feitas na hora do click e que com certeza vão te ajudar reduzindo as horas que vc passaria na pós-edição.

    Por fim, entendo que é preciso bom senso, saber o que precisa fazer para cada finalidade, tanto para quem é profissional ou hobbistas (tem alguns que são mais perfeccionistas do que profissionais).

    Bons clicks a todos!

  • O que o Cristiano falou é o que penso também. O que acontece é que a edição antigamente estava disponível àqueles que revelavam suas próprias fotos. Os laboratórios pegavam o filme, colocavam nas máquinas e entregavam as fotos prontas pro cliente. Já quem revelava, quem dominava a técnica, podia escolher um contraste maior, um brilho a mais… isso não deixa de ser edição. Hoje, com programas free razoavelmente bons, é possível fazer uma edição pequena, mas que altera bem a foto e isso está disponível ao “público comum”. Uso lightroom e apesar de presets maneiras que a gente encontra, tento criar as minhas versões.

  • Sim, concordo com a ideia geral do post sobre os exageros.
    E discordo veementemente dos puristas. Não é possível não editar de algum modo uma foto digital. Edição da informação capturada do sensor digital é parte inerente do processo. Basta lembrar que nenhuma camera digital é capaz de tirar fotos coloridas. Se o próprio processo de captura de cor já é uma “gambiarra”, então qualquer argumento “purista”, se perde no vazio. Fotografar em RAW exige no minimo, etapas como “demosaicing”, “redução de ruído” e “ajuste de perfil de cor da camera”, na pós produção. Se a foto é em JPEG então muito mais edição é feita dentro da própria camera ao gerar o arquivo, usando o software interno da camera e as preferências do japonezinho da Nikon ou Canon que as programou….quer dizer, se o tal purista prefere fotografar em JPEG para obter um resultado direto, sem edições, na verdade ele está deixando a responsabilidade do tratamento da imagem para outro, e então, ele é mais ignorante (no sentido de desconhecimento) do que purista, e isso sim é um pecado, pelo menos para alguem que diz gostar de fotografia.

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