Cinza 18% na prática! Compensação de exposição.

Fala galera!

Hoje resolvi dar continuidade no meu primeiro post aqui no Câmera Mais:  Entendendo a luz através da Física.
Se ainda não viu, veja aqui!
Tentarei falar de forma bem fácil e com algumas imagens para ilustrar melhor sobre o cinza 18% e a compensação de exposição!
Obviamente há explicações mais técnicas, mas quero explicar aqui o conceito, pois à partir disso cada fotógrafo segue sua linha de estudo.

O tal Cinza 18%

Todo fotômetro das câmeras mede a luz refletida, ou seja, diversos fatores impedem que a medição da luz seja precisa, tais como a característica dos objetos de absorção de luz, reflexão; além do fato de que a luz vai perdendo intensidade à medida que viaja ou quando é refletida, ou seja, cada objeto reflete a luz de uma maneira e com uma intensidade variada.

Pensando nisso, os fotômetros embutidos das câmeras adotam um padrão de cinza 18%, baseando-se na quantidade de luz que seria refletida por um objeto com esta aparência, o chamado cinza médio (cinza 18%). Há relatos de que a média de cinza adotado pelos fabricantes varia de 10% a 18%, mas o padrão mundial adotado é o de 18%.

Na prática, quando você fotometra algo branco, o fotômetro da câmera diz que ali tem muita luz refletida e ao “zerar o fotômetro” você tornará o branco em cinza, obtendo uma foto SUBEXPOSTA (escura)!
Quando se fotografa algo preto, o fotômetro da câmera diz que ali não há luz refletida (ou que há pouca luz refletida), e ao “zerar o fotômetro” você tornará o preto em cinza também, obtendo uma foto SUPEREXPOSTA (clara demais)!

Está complicado ainda?
Ok, vamos às fotos para exemplificar melhor!

Fotometria feita no preto. Repare no rosto do Coringa

Fotometria feita no preto. (Clique para ampliar)

Veja o que acontece quando você faz a fotometria no preto.
O fotômetro da câmera trabalha fazendo com que o preto fique cinza, ou seja, “adicionando mais luz até chegar no cinza médio”
Ao zerar o fotômetro, temos uma foto superexposta (com a exposição acima do ideal).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotometria feita no branco

Fotometria feita no branco. (Clique para ampliar)

Veja o que acontece quando você faz a fotometria no branco.
O fotômetro da câmera trabalha fazendo com que o branco fique cinza, ou seja, “retirando luz até chegar no cinza médio”
Ao zerar o fotômetro, temos uma foto subexposta (com a exposição abaixo do ideal).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fotometria no cinza 18

Fotometria no cinza 18%. (Clique para ampliar)

Agora veja o que acontece quando você faz a fotometria no cinza médio.
O fotômetro da câmera trabalha sem “adicionar ou retirar luz”, o cinza médio rebate a quantidade de luz necessária.
Ao zerar o fotômetro, temos uma foto com a exposição considerada ideal.

 

 

 

 

 

 

 

 


Vejamos agora as fotos com o preto e o branco feitas com os ajustes de Exif do cinza.

fotometria preto - duplo reduzido ok

Note que embora a foto da esquerda, com exposição correta (mesmo exif do cinza) tenha ficado um pouco mais escura, ela preserva bem o branco do rosto. Isso obviamente poderia ter sido ajustado, mas por motivos de teste, o ideal é mostrar as diferenças entre as fotometrias.

 

Aqui fica evidente que quando a fotometria foi feita no branco (foto à direita), o fotômetro da câmera se equivocou mostrando que existia muita luz, quando na verdade não existia.

Pontos a se considerar.

* Quando falamos em tons médios, não é só o cinza que entra nesta faixa, mas todas as cores tem seu tom médio. Um vermelho pode ser mais intenso ou não, por exemplo.

* Na prática, o que eu tentei mostrar é que o preto absorve mais luz e o branco reflete mais luz, cabendo a você, fotógrafo, não “zerar o fotômetro” e compensar esta diferença.

* Com um fotômetro de mão, a fotometria seria sempre a mesma porque ele não mede a luz refletida, e sim a luz incidente, a que chega diretamente ao assunto/objeto. É por isso que este tipo de fotômetro é considerado muito mais preciso, porque não há o que pensar, a luz que chega é a luz ideal.

* Se for fazer um casamento, a ideia é sempre fotometrar no rosto dos noivos, que tem um tom médio.
Tá, mas e se os noivos tiverem a pele branca ou negra?
Aí você usa a compensação. Faz a fotometria no vestido branco da noiva e aumenta um ponto no que o fotômetro considerar correto, ou faz a fotometria no  terno preto do noivo e diminui um ponto na fotometria. Claro que isso varia muito, mas sabendo como a luz se comporta, cabe a nós fotógrafos achar um ponto médio pra medir a luz ou compensar esta diferença.

Se o texto lhe pareceu confuso, leia com calma, mais de uma vez.
Se mesmo assim restarem dúvidas, faça a pergunta nos comentários, terei maior prazer em ajudar.

É isso aí, por hoje é só.
Espero que tenham gostado e até a próxima matéria!

Grande abraço à todos!

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